quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A abordagem proibicionista em desconstrução: compreensão fenomenológica existencial do uso de drogas

O presente artigo pretende, por meio do pensamento da fenomenologia existencial, desconstruir o modelo proibicionista ao uso de drogas. Ao compreender o homem como um ser inacabado, sempre entregue ao seu próprio cuidado, o estudo caminhará na direção de demonstrar a incompatibilidade dos objetivos proibicionistas com o modo singular de ser do homem. Demonstraremos que é a própria condição existencial do homem que gera o que nomearemos como “vulnerabilidade existencial”, condição esta impossível de ser modificada. Com efeito, argumentaremos que qualquer abordagem preventiva que tenha como princípio fundamental erradicar o uso de drogas já estaria fadada ao fracasso. Fundamentando-nos ainda neste posicionamento, rejeitaremos a compreensão proibicionista que o “uso de drogas” é sempre e invariavelmente um comportamento desviante (patologia). Por fim, o estudo aponta para a importância do desenvolvimento de uma nova abordagem preventiva que absorva de modo integral a singularidade da condição humana (vulnerabilidade existencial), rompendo definitivamente com os preceitos proibicionistas, a saber, a abordagem de redução de danos.
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Marcelo Sodelli em videoconferência sobre "Prevenção ao uso de drogas" - 09/09/2010

Para fortalecer a capacidade da escola no enfrentamento de questões como o uso de drogas, a FDE realizou VC no dia 09/09/2010. A Secretaria de Estado da Educação tem se preocupado em transformar o sistema educacional em um sistema democrático capaz de promover a aprendizagem bem-sucedida, geradora de inclusão social. Assim, a escola é vista como um espaço decisivo na contribuição para a formação de uma consciência crítica e no desenvolvimento de práticas direcionadas ao respeito à diversidade e aos direitos humanos, garantindo oportunidades efetivas de participação de todos, nos diversos espaços sociais. Nessa direção, a Gerência de Educação e Cidadania – GECI aprimora e fortalece suas estratégias de ações em um modelo de cultura preventiva às DSTs, HIV/Aids, ao uso indevido das drogas e a situações de violência instaladas no cotidiano das escolas.O Departamento de Educação Preventiva, parte desta Gerência, realiza a videoconferência Uso de Drogas e Prevenção para ampliar a capacidade da escola no enfrentamento dessas questões. Com isso, espera contribuir para que os educadores se apropriem de fundamentos teóricos acerca do tema e de procedimentos adequados que assegurem a escola como instituição formadora. Os videoconferencistas são: Edison de Almeida, chefe do Departamento de Educação Preventiva – FDE/DPE/GECI/DPV; Deisi Romano, técnica pedagógica – FDE/DPE/GECI; e Marcelo Sodelli, psicólogo e especialista em Psicologia da Educação. A videoconferência foi transmitida também por streaming pelo site da Rede do Saber (www.rededosaber.sp.gov.br).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O professor e a prevenção ao uso abusivo de drogas na escola


Quando escrevemos sobre a questão do uso abusivo de drogas na escola, sempre corremos alguns riscos inevitáveis de sermos considerados muito conservadores ou muito liberais. Isso é um fato importante para começarmos a compreender a problemática do uso abusivo de drogas na escola. Ou seja, de que lado você está? Do mocinho (que nunca usa droga) ou do bandido? Historicamente, a questão das drogas vem sendo compreendida de uma maneira dualista, o Bem e o Mal, o certo e o errado. A partir desse conceito, os programas de prevenção priorizam a abstinência total ao uso de drogas, o que hoje é representado pelo “Diga não às drogas”. Assim, esse tipo de programa preventivo pretende, em última análise, “informar e formar” pessoas para que nunca experimentem qualquer tipo de drogas.
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